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Edgar Morin

Arte, cultura e ciência unidas no discurso do pensador que aposta na transdisciplinaridade
Publicado em 13/01/2006 - 00:01

Biografía

Sociólogo francês e pesquisador emérito do CNRS (Centre National de La Recherche Scientifique). Formado em Direito, História e Geografia, adentrou na Filosofia, na Sociologia e na Epistemologia. É autor de mais de 30 livros, entre eles: O método; Introdução ao pensamento complexo ; Ciência com consciência ; e Os sete saberes necessários para a Educação do futuro.

Durante a Segunda Guerra Mundial, participou da Resistência Francesa. É considerado um dos pensadores mais importantes do século XX. Entre suas obras, destacam-se Cultura de Massas no Século XX e Para sair do século XX.

É considerado um dos maiores intelectuais da atualidade. Propõe, em seus estudos, o desenvolvimento do pensamento complexo, uma reforma do pensamento por meio do ensino transdisciplinar, capaz de formar cidadãos planetários, solidários e aptos a enfrentrar os desafios dos tempos atuais.

Fonte: Wikipedia.org e "Coleção grandes educadores" - coletânea em VHS da Editora Paulus.

Morin: o crítico da fragmentação do conhecimento

Convicto de que o homem, ou Homo Sapiens, como ele prefere definir, não se separa da natureza e da cultura - ao contrário, é o conjunto da obra -, Edgar Morin consegue apontar uma saída para a Educação do futuro enquanto, em pleno século XXI, ela parece estar intrinsicamente ligada ao passado. Prova disso, são os cursos e disciplinas que em muitos casos são correlatos ou correspondentes, mas pouco interagem ou se relacionam.

Segundo o professor titular de Antropologia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) Edgar Assis de Carvalho, Morin vai contra idéias que afirmam que um único método, teoria ou estratégia de pensamento são capazes de fazer o indivíduo entender o mundo da maneira como ele realmente é. Para o pensador, a Educação tem tudo a ver com a maneira que o indivíduo interpreta esta questão .

Segundo Morin, pensar globalmente é o que possibilita uma reflexão local ao indivíduo. Porém, ainda hoje permanece a herança do passado que aborda de forma fragmentada os saberes, o que torna complicado fazer a abordagem ampla defendida por Morin. A conseqüência desta lógica impregnada em nossa Educação é que se compreende o mundo de forma isolada e parcial e, por isso, os problemas são resolvidos fora de seu contexto, gerando uma ruptura do diálogo entre o local e o global.

Morin e seus projetos

Em 1997, em decorrência de sua linha de pensamento, Morin foi convidado pelo governo francês para elaborar um projeto de reforma da Educação no país. Sua proposta para o Ensino Médio era unir no ambiente escolar: ciência, arte, e cultura, temas tratados de forma fragmentada. Embora, após muitas desistências, o projeto não tenha sido concretizado, o material elaborado por Morin serviu como base para o desenvolvimento de muitos trabalhos que buscam dar novos rumos à Educação.

Um destes trabalhos, iniciado ao final de 2004, partiu de um movimento na tentativa de criar uma universidade baseada nas idéias de Morin. O professor Assis Carvalho, que faz parte do comitê científico deste projeto, conta que está previsto que a universidade saia do papel nos próximos anos em Hermosillo, México. Ela será intitulada de Universidad Mundo real Edgar Morin . "O comitê está agora planejando as primeiras direções curriculares. O projeto, porém, é muito novo. Ninguém no Brasil ainda ouvir falar dele," revela.

Ce que nous devons comprendre de toute urgence est que, si nous ne parvenons pas à croire qu'une solution est possible, nous abandonnons définitivement tout espoir de jouer un rôle dans le monde. Ce qui veut dire que les plus grands problèmes géopolitiques du monde actuel : la rencontre de l'islam et de l'Occident, la rivalité prochaine entre les Etats-Unis et la Chine pour la domination de l'économie mondiale, la survie difficile d'une Afrique en voie de sous-développement accéléré, sans même mentionner des problèmes qui ne s'expriment pas géographiquement comme ceux de la place de la religion dans la vie publique, du respect des droits de l'homme ou de la réalisation d'un développement durable, thème qui n'est guère sorti jusqu'ici des salles de conférences.

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